Desde cedo, a gente descobre que, por mais que ouçamos a chamada "voz da experiência", existem situações que precisamos vivenciar para complementar nossa bagagem intelectual.
Isso também acontece na universidade: para aprender de verdade, não basta apenas ficar na sala de aula, ouvindo os professores, é necessário buscar campos de atuação que vão muito além das listas de chamadas, trabalhos escolares e provas.
Cinema, teatro, exposições, workshops, eventos, mostras, palestras, participações em congressos e trabalhos voluntários são exemplos de atividades complementares que ajudam a aprimorar a formação profissional de qualquer estudante, principalmente quando pensamos em buscar uma boa colocação junto ao mercado de trabalho, o qual tem valorizado cada vez mais este tipo de postura.
Mais do que atender às diretrizes curriculares do Ministério da Educação, que estabelece o cumprimento obrigatório de até 20% da carga horária de todos os cursos de graduação com atividades complementares, estas iniciativas visam proporcionar ao estudante uma visão de mundo mais generalista, diversificada.
Dentro dessa diversificação, merece destaque o espaço e o estímulo que devem ser dados às tarefas interdisciplinares. Eventos da área de saúde podem unir o olhar interdisciplinar de dentistas, fisioterapeutas, enfermeiros e psicólogos, por exemplo. Uma oficina sobre escrita criativa pode unir estudantes de letras, comunicação social e direito. Uma palestra sobre tributos é importante para administradores de empresas e contabilistas.
Unir e trabalhar com diferentes formações, promovendo o intercâmbio de conhecimentos, é antecipar e preparar o aluno para o ambiente corporativo, o qual exige profissionais que saibam circular por áreas afins