A arte de ser professor

Autor(a):

30/01/2013

A arte de ser professor

UNIB forma geração de pedagogos que discutem e colocam em prática novas técnicas de ensino. Alunos apendem a transformar salas de aula em ambientes inovadores para competirem com a tecnologia

A nova geração é ligada em tecnologia. Muitas crianças ainda não aprenderam a escrever, mas sabem como ligar o celular dos pais para se distraírem com os jogos. Outras dominam os computadores e passam horas conectadas, inclusive nas salas de aula.

Algumas escolas não permitem o uso. Outras acreditam que em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as tecnologias no projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar dessa geração. A verdade é que a atenção das crianças está voltada para as máquinas. Como resultado, profissionais disputam espaço e atenção em meio a tablets, notebooks e celulares.

“Os professores da educação infantil ao ensino superior, devem refletir e adequar o ambiente escolar à realidade da nova geração”, revela a Profª Ma Carina Martini, coordenadora dos cursos de Letras e Pedagogia da UNIB.

Com essa situação, ficam as perguntas: Como fazer com que a escola seja um local que estimule a criatividade e o compartilhamento de ideias entre os colegas e o conhecimento? O que pode ser mais inovador do que a tecnologia? Carina acredita que a força está na formação de um professor que desperte situações lúdicas, dinâmicas e interdisciplinares. “A forma de transmitir o conhecimento precisa ser sedutora. E a sedução começa com o estímulo à criatividade. O aluno precisa ter contato com temas e abordagens que podem ser aplicados na prática profissional. É a nossa proposta na Universidade Ibirapuera”, diz.

 

O curso na UNIB – Criatividade e Prática

A prática está em inúmeros projetos. Um deles está relacionado ao público da Educação de Jovens e Adultos. A turma do curso de Pedagogia convida os alunos de EJA. A partir daí planejam, ministram conteúdos e avaliam o processo de ensino-aprendizagem.

Há, também, especial atenção à sustentabilidade. Na disciplina Natureza e Sociedade, a proposta foi a criação de uma maquete de sala de aula para Educação Infantil. Como desafio, os alunos precisavam apresentar elementos da natureza, aproximando a criança do meio ambiente natural, além do estímulo aos cinco sentidos. Além disso, deviam ser elaboradas com base nos quatro Rs da sustentabilidade: Repensar, Reaproveitar,  Reduzir e Reciclar.

“O projeto estimulou a criatividade, o envolvimento com a disciplina e com os integrantes dos grupos de trabalho”, conta Carina.

O que antes tinha como destino o lixo passou a ser material de trabalho. E os alunos aprovaram a iniciativa.

“Foi um desafio. Tivemos que ser criativos. Aprendemos que o lixo, em olhares corriqueiros, é nada. Para nós, futuros professores, é ouro”, comentam animados José Gouveia, Maria Lobo, Elisabeth Meireles e Edson Righetti.

É esse olhar que Carina espera ver nos professores do futuro. “Mesmo com todo o potencial tecnológico existente para informar, a solução ainda está no humano, que tem a capacidade de transmitir o conhecimento e encher as salas de aula de cultura, entusiasmo e emoção”, finaliza.

Fonte: Jornal Ibirapuera Notícias

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