SEMANA DE EDUCAçãO ABORDA LITERATURA DE CORDEL, PRECONCEITO LINGUíSTICO E CUIDADOS COM A VOZ

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18/04/2012

Diversão, dicas e momentos de reflexão são os resultados do segundo dia da Semana de Educação. As apresentações, segundo os participantes, renderam mais maturidade para suas atuações profissionais.

“Foi uma experiência interessante, porque descobri uma nova linguagem, uma forma diferente e rica para passar mensagens de saúde, que foi meu tema escolhido, com coerência”, explica Ivani dos Santos, aluna do 5° semestre de Pedagogia.

Ivani é uma das expositoras da Literatura de Cordel, que estava no hall do auditório. Junto com ela, outras alunas também mostraram criatividade em seus textos sobre os mais variados assuntos.

“O objetivo foi abordar temas transversais, como sexualidade, ética, cidadania e a importância da educação para as séries iniciais”, explica a Professora Alessandra Carvalho, responsável pela atividade.

Dicas para a voz

A voz é o principal instrumento de trabalho do professor. É fundamental ter o conhecimento sobre a produção vocal, bem como sobre os cuidados necessários para manter uma voz sempre saudável. E os futuros docentes receberam uma rica explicação sobre a importância de cuidar da voz.

“Os professores devem cuidar mais da voz, mas não o fazem corretamente. Muitos apenas procuram o fonoaudiólogo quando têm alguma disfonia ou rouquidão”, explica a Professora Soraya Farghali Nogueira, fonoaudióloga convidada para o evento.

Mestre em Ciências e Especialista em Voz, durante a palestra, a professora falou sobre a importância do trabalho de prevenção e deixou algumas dicas de exercícios práticos aos presentes.

“O professor fala a todo o momento, não somente quando está em sala de aula. Diferente de outros instrumentos, a voz não é guardada depois de usada, portanto, é preciso cuidar sempre, antes que o problema seja irreversível”, alerta Soraya.

Mandioca, macaxeira e aipim

O preconceito linguístico foi tema da segunda apresentação da noite. Ministrada pela Professora Sandra Mara, a palestra abordou como o professor deve estar atento e pronto para aceitar a diversidade.

Preconceito linguístico é o julgamento depreciativo contra determinadas variedades linguísticas, associadas a grupos de menor prestígio social.

Mestre em Filologia e Linguística da Língua Portuguesa e docente da UNIB, Sandra explicou, de forma clara, a importância em acabar com a ideia preconceituosa de que somente quem fala de acordo com a Norma Culta é que fala a língua portuguesa.

A docente explicou sobre a pluralidade cultural, que passou a ser discutida nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) na década de 90. E durante a apresentação, citou o exemplo de uma aluna que deveria escrever a palavra referente à imagem de um “semáforo”, conhecida da cidade de São Paulo. A aluna escreveu “sinaleira” e a professora não respeitou o regionalismo.

“É preciso respeitar as formas como as pessoas falam. A língua não é algo estático. Mandioca, macaxeira e aipim, que designam o mesmo alimento, apenas são faladas de forma diferente”, explica.

Com bons argumentos, Sandra reforçou a força do preconceito lingüístico na sala de aula, e enfatizou a responsabilidade do professor nesse contexto.

“Nós, como educadores, temos na mão a função de levar respeito para a sala de aula”, lembra.

Saiba mais em: www.ibirapuera.br/semanadeeducacao

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