Você conhece o Dezembro Vermelho?

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Vivemos em uma época bem mais consciente dos problemas que existem. Quase todos os meses do ano estão recebendo cores que representam campanhas de conscientização, visando promover o máximo de informações relevantes para a população. Essas ações são extremamente positivas, principalmente porque o nosso país ainda está parcialmente coberto pelo véu da ignorância e, para que números diminuam, é preciso bater na mesma tecla.

A Universidade Ibirapuera apoia abertamente as campanhas. No mês de outubro, por exemplo, aconteceu na instituição a ação “Doe Lenço, Doe Alegria”, uma parceria com a comunicadora Talita Romatti, sobre a importância de lenços e acessórios para pacientes oncológicos. E no #SetembroAmarelo e #NovembroAzul propagamos em nossas redes sociais assuntos relacionados a saúde mental e doenças masculinas, respectivamente.

Não poderíamos terminar 2019 sem mencionar o #DezembroVermelho. Em dados divulgados no começo do mês pelo Ministério da Saúde em seu boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2019, de 2000 até junho de 2019 foram notificadas mais de 125 mil grávidas infectadas com HIV – no Brasil.  Pensando nas consequências desse número, fizemos uma matéria para esclarecer as suas principais dúvidas sobre a campanha e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Dezembro Vermelho

Há exatos 31 anos, em outubro de 1988, aconteceu a união de duas forças. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) transformaram o 1º de dezembro daquele ano em o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Em 2017, o nosso país expandiu as ações de solidariedade e tolerância da data, com o apoio da Lei Federal 13.504, para um mês de campanha nacional de prevenção das IST, intitulada Dezembro Vermelho.

O laço vermelho escolhido para representar a campanha nasceu em 1991. Ele foi originalmente concebido pelo Visual Aids, um grupo de artistas de Nova York (Estados Unidos), com o intuito de fazer uma homenagem para amigos que morreram por conta da AIDS, uma espécie de campanha de solidariedade. Com a cor ligada ao sangue e ao sentimento da paixão, esse laço foi perfeito para simbolizar o objetivo da campanha.

O Dezembro Vermelho é uma ação válida até o final do mês. Na verdade, ela termina oficialmente no dia 31 de dezembro, mas deve continuar em todos os dias do ano. É importante revelar mitos e verdades, propagar informações corretas e tirar aquele véu de ignorância que continua cobrindo o nosso país e o mundo.

Vamos lá?

*As informações são do Ministério da Saúde

O que são?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. De maneira menos comum, as IST também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

Prevenção

Quem tem relação sexual desprotegida pode contrair uma IST. Não importa idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião.

  • Uso da camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) – retirada gratuitamente nas unidades de saúde;
  • Dupla proteção: uso da camisinha e outro método anticonceptivo de escolha;
  • Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente testes para diagnóstico do HIV (o vírus causador da aids), e também para diagnostico da sífilis e das hepatites B e C. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos.

Sintomas 

Elas podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas. As IST aparecem, principalmente, no órgão genital, mas podem surgir também em outras partes do corpo (ex.: palma das mãos, olhos, língua). São alguns exemplos de IST: herpes genital, sífilis, gonorreia, tricomoníase, infecção pelo HIV, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C.

Diagnóstico

Os testes laboratoriais ou rápidos devem ser utilizados para auxiliar na definição do diagnóstico. Além disso, sempre que disponíveis nos serviços de saúde, devem ser realizados exames para triagem de gonorreia, clamídia, sífilis, HIV e hepatites B e C.

Atenção

A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

Gostou?

A Universidade Ibirapuera é uma instituição comprometida em fazer a diferença no ensino superior e na comunidade. Em 2019, recebemos o “Selo Instituição Socialmente Responsável”, certificando a participação na 15º Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular da ABMES, e também estamos sempre em busca dos melhores conteúdos para você, atualizando diariamente o blog e as redes sociais. Confira a matéria completa aqui.

Até a próxima!

Fonte: Ministério da Saúde

>>>>> Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST): o que são, quais são e como prevenir

>>>>> Aids / HIV: o que é, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

 

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