Por que devemos ter cuidado ao utilizar os medicamentos para a COVID-19?

Autor(a):

Prof.ª Ana Rosa Lins de Souza
Coordenadora do curso de Farmácia

Profª Thais Adriana do Carmo
Docente do curso de Farmácia

Ivermectina? Cloroquina?  Nitazoxanida? Muito tem se falado sobre o uso desses medicamentos na prevenção e no tratamento da COVID-19. Mas por que a ciência diz para ter tantas cautelas?

Vamos lá…

Para um medicamento ser utilizado e vendido no Brasil e no mundo, ele precisa passar por duas fases: a Fase 1, na qual são realizados estudos pré-clínicos, e a fase 2, na qual são realizados os estudos clínicos. Os estudos pré-clínicos são os estudos in vitro e em animais (in vivo). Os estudos clínicos são realizados em seres humanos. Esses testes são realizados para avaliar a toxicidade no organismo, a possibilidade de reações adversas ao medicamento, a dosagem e a eficácia e a indicação terapêutica dos medicamentos.

No caso da Ivermectina e da Nitazoxamida, os estudos pré-clínicos e clínicos foram realizados para tratamento das parasitoses. Já a cloroquina foi testada e utilizada na profilaxia e tratamento da malária, para artrite reumatoide e alguns tipos de lúpus.

Porém, para a COVID-19 os testes com esses medicamentos em humanos ainda não foram concluídos.  Não se sabe, por exemplo, nem a eficácia, nem a dose que deve ser utilizada e nem os efeitos desses medicamentos em organismos com a infecção.

Os testes em humanos para esses medicamentos estão sendo realizados. E somente após a avaliação dos resultados obtidos é que haverá segurança para usá-los nos pacientes com COVID-19.

Gostou dessa informação? Então, não se automedique e continue nos acompanhando.

 

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